História do Capitalismo



História do Capitalismo
Michel Beaud




Nota do Editor


Da crescente hegemonia espanhola, financiada graças à pilhagem do ouro das Américas, até a Revolução Industrial inglesa. Do colonialismo imperialista do século XIX até a atual supremacia norte-americana e as crises capitalistas no século XX. 500 anos de História, 500 anos de capitalismo como o modo de produção dominante a nível mundial. De 1500 a 1980, Michel Beaud reconstitui, analisa e discute o significado econômico das guerras e conquistas, o significado sociológico da confrontação de classes e a contraposição da doutrina liberal capitalista à comunista.




Outras Informações

Editora: Teorema
ISBN: 972-695-188-7
Número de páginas: 330
Ano da 1ª Edição: 1981

Socialismo e Mercado


 



Socialismo e Mercado
Ramon Suevos








Nota do Editor


[...]que essa hipotética irreversibilidade do processo tem para compreender a história contemporânea. Inclusive para aqueles que contemplam a crise do comunismo como um fenómeno irreversível, o estudo desta temática parece-nos incontestável, ainda que seja apenas pelo valor que essa hipotética irreversibilidade do processo tem para compreender a História contemporânea.

Além disso, a análise das economias socialistas ajuda a entender o funcionamento das economias de mercado e, por outro lado, dada a situação de partida, tudo parece indicar que os regimes ex-socialistas acusarão no futuro próximo um peso substancial do sector público empresarial, o que levanta algumas questões intimamente relacionados com o objecto de estudo deste livro.

Finalmente, subsistem ainda países comunistas no mundo, e é óbvio que nem a História acaba pelo facto de desaparecerem os regimes de tipo soviético nem a sociedade burguesa vai ser eterna. Os conflitos sociais subsistem, enquanto houver capitalismo haverá sensibilidades anticapitalistas e o problema prático que se põe é como canalizá-los no plano político, sob que programa e que concepções estratégicas e tácticas. Porque, para além da caracterização concreta desse movimento social, ultrapassando qualquer nominalismo, a questão de fundo é esta: há lugar para um projecto comunista na hora presente? A resposta passa por uma reflexão prévia sobre a crise do socialismo real.

Ramon Lópes-Suevos
Nasceu em Ferrol (Espanha) em 1943.
É professor de Estrutura Económica na Universidade de Santiago de Compostela.
De entre os seus livros e artigos, destacamos:
- Excedente económico e análise estrutural (Universidade de Coimbra, 1978)
- Dialéctica do desenvolvimento: naçom, língua, classes sociais (A Corunha, Agal, 1983)
- Portugal no quadro peninsular (Porto, Agal, 1987)
- O outro desenvolvimento (Novo Século, Compostela, 1990)




Outras Informações

Editora: Campo das Letras
ISBN: 972-814-610-8
Número de páginas: 196
Ano da 1ª Edição: 1992

Porquê ler Marx hoje?


 



Porquê ler Marx hoje?
Jonathan Wolff








Nota do Editor


Marx já não tem nada a dizer-nos? Valerá a pena voltar a lê-lo?
Na verdade, Marx parece ter-se tornado um anacronismo: o falhanço dos regimes marxistas arrastou-o inequivocamente para uma zona proibida; a queda do Muro de Berlim é hoje o símbolo da queda das políticas e economias marxistas.
Neste livro, Jonathan Wolff defende que Marx continua a ser o mais impressionante crítico de sempre da sociedade liberal, capitalista e burguesa, e que se deve separar o “crítico da sociedade actual” do “profeta da sociedade futura”. O valor dos grandes pensadores não depende apenas da verdade ou validade das suas teorias e Marx é dos maiores pensadores de todos os tempos. Merece, evidentemente, continuar a ser lido.
Este livro parte dos seminários sobre marxismo leccionados por Jonathan Wolff no University College de Londres e aborda, de forma perfeitamente acessível para qualquer leitor, o pensamento de Karl Marx.





Outras Informações

Editora: Cotovia
ISBN: 972-795-061-2
Número de páginas: 153
Ano da 1ª Edição: 2002

A Terceira Vaga


 



A Terceira Vaga
Alvin Toffler








Nota do Editor


Uma obra explosiva que altera dramaticamente a maneira como cada qual se vê a si próprio e analisa o mundo que o rodeia. Antevê a economia do mundo do futuro e o sentido de personalidade individual e familiar numa sociedade post-nuclear, assim como as atitudes sexuais dos humanos vindouros, as suas preferências no campo da política, do trabalho e dos lazeres. «A Terceira Vaga» é pois uma antecipação iluminada do amanhã.




Outras Informações

Editora: Livros do Brasil
ISBN: 972-38-0991-5
Número de páginas: 495
Ano da 1ª Edição: 1980

Miserias del Presente, Riqueza de lo Posible


 



Miserias del Presente, Riqueza de lo Posible
André Gorz








Nota do Editor


Dentro de veinticinco años las sociedades occidentales habrán entrado en el futuro incapaces de reproducirse según las normas del pasado y de sacar partido de las libertades de elección sin precedentes que hacían posible las economías de tiempo de trabajo. Durante esta veintena de años, las sociedades surgidas del fordismo se deshicieron en beneficio de las no-sociedades, cuya delgada capa dominante acapara la casi totalidad de los aumentos de riqueza a pesar de que la ausencia de proyecto y de marcas políticas desemboca en la disolución de todos sus lazos. En esta obra, André Gorz realiza un diagnóstico riguroso del presente y no elude la consideración de la utopía, entendida ésta como un retroceso que nos permite juzgar lo que hacemos a la luz de lo que podríamos o deberíamos hacer. “Sé que no nos quedan más que veinte años para reparar nuestras omisiones pasadas. Porque lo que se instala alrededor de nosotros es una especie de desrealidad real que se sobreimprime a los escombros de un mundo difunto, teje un mundo segundo llamado “virtual”, sin tiempo, ni lugar, ni espesor, ni resistencia.”


Instituto del mundo del trabajo


Outras Informações

Editora: Paidós
ISBN: 9501254623
Número de páginas: 155
Ano da 1ª Edição: 1998

A Idade do Conhecimento


 



A Idade do Conhecimento
Raul Junqueiro







Nota do Editor

Raul Junqueiro acredita que estamos a viver o início de uma nova era, onde as pessoas desempenharão um papel primordial. Partindo de um levantamento histórico das telecomunicações, da informática, dos meios de comunicação social e da Internet, o autor procura determinar os contornos da sociedade emergente. É a análise das tendências que a apresenta como uma sociedade conectada, de informação, de convergência, de mobilidade e do conhecimento. Raul Junqueiro identifica igualmente os principais desafios a vencer para que o novo tempo possa beneficiar a todos por igual. O acesso à informação, a regulação dos mercados, a educação, formação e sensibilização dos cidadãos, a produção de conteúdos, a modernização das empresas e da Administração Pública constituem algumas das questões abordadas e que, na opinião do autor, serão decisivas para a plena integração no próximo ciclo da história, a Idade do Conhecimento.


Outras Informações


Editora: Notícias Editorial
ISBN: 972-46-1356-9
Nº de Páginas: 383
Ano da 1ª Edição: 2002

O Estado e a Revolução


 



O Estado e a Revolução
Vladimir Ilitch Lenine









Prefácio à 1ª Edição


A questão do Estado assume, em nossos dias, particular importância, tanto do ponto de vista teórico como do ponto de vista política prática. A guerra imperialista acelerou e avivou ao mais alto grau o processo de transformação do capitalismo monopolizador em capitalismo monopolizador de Estado. A monstruosa escravização dos trabalhadores pelo Estado, que se une cada vez mais estreitamente aos onipotentes sindicatos capitalistas, atinge proporções cada vez maiores. Os países mais adiantados se transformam (referimo-nos à "retaguarda " desses países) em presídios militares para os trabalhadores.

Os inauditos horrores e o flagelo de uma guerra interminável tornam intolerável a situação das massas e aumentam a sua indignação. A revolução proletária universal está em maturação e a questão das suas relações com o Estado adquire, praticamente, um caráter de atualidade.

Os elementos de oportunismo, acumulados durante dezenas de anos de relativa paz criaram a corrente de social-patriotismo que predomina nos partidos socialistas oficiais do mundo inteiro. Essa corrente (Plekhanov, Potressov, Brechkovskaia, Rubanovitch e, depois, sob uma forma ligeiramente velada, os srs. Tseretelli, Tchernov & Cia., na Rússia; Scheidemann, Legien, David e outros, na Alemanha; Renaudel, Guesde, Vandervelde, na França e na Bélgica, Hyndman e os fabianos(1), na Inglaterra, etc., etc. essa corrente, socialista em palavras, mas patrioteira em ação, se caracteriza por uma baixa e servil adaptação dos "chefes socialistas" aos interesses não só de ''sua" própria burguesia nacional, como também do "seu" próprio Estado, pois a maior parte das chamadas grandes potências exploram e escravizam, há muito tempo, várias nacionalidades pequenas e fracas. Ora, a guerra imperialista não tem outra coisa em vista sendo a partilha, a divisão dessa espécie de despojo. A luta das massas trabalhadoras, para se libertarem da influência da burguesia em geral e da burguesia imperialista em particular, é impossível sem uma luta contra os preconceitos oportunistas em relação ao "Estado '',

Primeiro, passemos em revista a doutrina de Marx e Engels sobre o Estado, detendo-nos mais demoradamente nos pontos esquecidos ou desvirtuados pelo oportunismo. Em seguida, estudaremos especialmente o representante mais autorizado dessas doutrinas desvirtuadas, Karl Kautsky, o chefe mais conhecido dessa II Internacional (1889-1914) que tão tristemente faliu durante a guerra atual. Finalmente, traremos os principais ensinamentos da experiência das revoluções russas de 1905, e, principalmente, de 1917, Esta última, no momento presente (princípios de agosto de 1917), entra visivelmente no fim de sua primeira já se; mas, toda esta revolução só pode ser encarada como um anel na cadeia de revoluções proletárias socialistas provocadas pela guerra imperialista, A questão das relações entre a revolução socialista do proletariado e o Estado adquire, por conseguinte, não só uma significação política prática, mas também um caráter de palpitante atualidade, pois fará as massas compreenderem o que devem fazer para se libertarem do jugo capitalista em futuro próximo.

O Autor.

Agosto de 1917.


Links de referência

O Estado e a Revolução on-line (em português)



Outras Informações

Editora:Edições LATITUDE
Nº de Páginas: 182
Tradução: J. Ferreira
Ano da 1ª Edição: 1918